
Severino
versus Fiúza
(um triste mas inevitável
conflito...)
Dois pernambucanos. Dois membros do PPB. Dois deputados já idosos. No entanto, um deles, Ricardo Fiúza, aderindo à moda, resolve legislar contra a natureza, colocando o direito de "opção sexual" na lista dos direitos da personalidade do novo Código Civil, e abrindo as portas para o "casamento" de homossexuais. Severino Cavalcanti, fazendo jus à sua integridade moral, reage com um discurso do qual transcrevo os trechos mais importantes.
Anápolis, 15
de setembro de 2002
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do
Pró-Vida de Anápolis
PROPOSTA FIÚZA QUE MUDA CÓDIGO CIVIL GERA PROTESTOS
Discurso pronunciado pelo Deputado SEVERINO CAVALCANTI (PPB/PE) na Sessão de 29 de agosto de 2002.
Senhor
Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Trago a esta tribuna mais de 200 e-mails ( correspondência eletrônica) e centenas de cartas de cidadãos do povo de diferentes Estados do país ; do presidente da Associação Nacional Pró-Vida, professor Humberto Vieira- que também é membro do Pontifício Conselho para a Família, órgão do Vaticano; de lideranças religiosas , de Associações de Pais, de professores e de anônimos cidadãos protestando contra proposta do nosso conterrâneo e colega deputado Ricardo Fiúza (PPB-PE) de alterar o Código Civil para, de forma sutil, possibilitar o Casamento Gay , a união civil entre homossexuais.
Tenho também aqui reportagem publicada no nosso respeitado e credenciado "Jornal da Câmara", edição do último dia 21 de junho , onde o próprio deputado Ricardo Fiúza fala das suas reais intenções ao modificar um Código recentemente aprovado pela Câmara. Segundo o jornal, a proposta do nobre colega Ricardo Fiúza "contém alteração no sentido de ressalvar o direito à opção sexual" e terá como conseqüência desse reconhecimento a aplicação das regras concernentes à união estável também às uniões de pessoas do mesmo sexo , desde que sejam maiores e capazes...".
ABSURDO
Pasmem agora, Senhoras e Senhores Deputados, com as declarações feitas ao "Jornal da Câmara" pelo próprio deputado Fiúza. Segundo ele, " É imperioso que se acrescente dispositivo que reconheça direitos patrimoniais às uniões fáticas de duas pessoas capazes, mesmo porque a própria jurisprudência já vem atribuindo a essas uniões os mesmos efeitos jurídicos das sociedades de fato".
O deputado Fiúza vem se utilizando dos mesmos argumentos abusivamente trazidos aqui, a esta tribuna, pela ex-deputada Marta Suplicy. Ela tentou, sem êxito, nos enganar, dourando a pílula para aprovar a sua proposta de " Casamento Gay", pomposamente rebatizada de "parceria civil entre pessoas do mesmo sexo", embora no seu projeto original a ex-deputada assumiu que o queria mesmo era " a união civil entre pessoas do mesmo sexo".
Mas ninguém aqui nesta Casa é bobo, Senhores e Senhoras Deputados.E ninguém também consegue mais enganar a opinião pública. Os autores da proposta de "casamento gay" têm a coragem de dizer que o objetivo é mais abrangente, que vai garantir direitos de herança aos tios que vivem com sobrinhos , às tias que vivem com sobrinhas e não apenas às uniões de homem com homem e mulher com mulher.
O deputado Fiúza era um nosso aliado na luta em defesa da Família brasileira. Não sabemos por que ele mudou tanto em tão pouco tempo . O novo Código Civil , do qual ele foi relator aqui na Câmara, foi aprovado recentemente, e manteve o respeito à determinação Constitucional de que , " para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o HOMEM e a MULHER como entidade familiar , devendo a lei facilitar a sua conversão em casamento". ( Art. 226, parágrafo 3º).
(...)
Precisamos investir no fortalecimento da Família brasileira e não na sua destruição . Disso, infelizmente, já se encarregam aqueles que estão levando as nossas crianças e jovens ao fundo do poço, a negarem os valores morais, éticos e cristãos com a permissiva programação das nossas televisões. Em muitos programas das TVs brasileiras o sexo e a violência não têm limite . A TV, em nosso país, vem sendo o grande veículo por onde é disseminado o culto ao homossexualismo , ao incesto e à pedofilia que parece vir contagiando até mesmo adultos que demonstravam estar imunes a tanta depravação e absurdo.
Deputado SEVERINO CAVALCANTI
Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados