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Uma nova guerra mundial

Eis os principais grupos de combate com as respectivas estratégias usadas nos dias de hoje (*): 2º) Alguns organismos dependentes das Nações Unidas, principalmente
a Organização Mundial de Saúde (OMS),
o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),
o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
o Fundo das Nações Unidas em Atividades de População (FNUAP),
o Fundo das Nações Unidas para a Cultura (UNESCO),
a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)
o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
e o Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM).
Exercem controle a nível de governo, a fim de que adotem políticas de controle de natalidade.
Supervisionam os programas financiados nacional ou internacionalmente, destinados a saúde "reprodutiva" (leia-se contracepção, esterilização e aborto nos hospitais públicos) e a "educação" em matéria de saúde, população e sexo. "Capacitam" funcionários, agentes sanitários e sociais para que executem tais programas. 4º) A Federação Internacional de Paternidade Planificada (IPPF) e suas 178 filiais nacionais, que são instituições privadas, reconhecidas pelos governos como entidades de utilidade pública. A filial brasileira da IPPF é a Sociedade Civil de Bem-Estar Familiar do Brasil (BEMFAM), fundada em 1965. Aglutinam e dirigem toda a atividade privada em torno da "planificação familiar". Para tanto abrem clínicas onde se realizam todo o tipo de atividade contraceptiva (incluindo abortos e esterilizações, se a legislação local o permite; caso contrário, lutam para a despenalização de ambos). Para se ter uma idéia da amplitude desta guerra, vejamos alguns números.
Ano
Gastos dos governos(US$)
Gastos dos organismos privados(US$)
Gastos dos organismos multilaterais de crédito (US$)
Gasto total para o controle de natalidade (US$)
1960
91.000
3.100.000
0
3.191.000
1968
37.800.000
26.520.000
4.660.000
68.990.000
1973
177.750.000
73.630.000
99.180.000
350.570.000
1987
?
?
?
4.500.000.000 
Os dados das três primeiras linhas são fornecidos citados por Manuel Ferrer e outros em "Las políticas demográficas", 1975, p. 79. Os dados de 1987 são da Declaração de Amsterdã de 9/11/89, ponto 1.20.
A mesma declaração prevê para o ano 2000 um gasto de US$ 9.000.000.000 (ponto 1.13).
O documento preparatório para a Conferência do Cairo (1994) vai mais longe ainda:
os investimentos anuais para o controle da população teriam que ser:
US$ 10.200.000.000 no ano 2000
US$ 11.500.000.000 no ano 2005
US$ 12.600.000.000 no ano 2010
US$ 13.800.000.000 no ano 2015
(Documento Preliminar, Nova York, abril de 1994, ponto 13.14) .