Eles estavam dispostos a pagar, e a pagar caro, por uma matéria de meia página que seria publicada no Correio Braziliene no dia 27 de maio de 2008, na véspera da votação do Supremo sobre a constitucionalidade do uso de embriões humanos para extração de células-tronco (ADI 3510). Depois de tudo certado, negociado e fechado, a diretoria do jornal retrocedeu quando viu o anúncio. O motivo da rejeição foi esse: a matéria tem um tom muito "opinativo"(!?).
O líder pró-vida Luís Eduardo Grangeiro Girão (legirao@hotmail.com) desabafa em http://culturadavida.blogspot.com/2008/05/o-boicote-do-movimento-pr-vida-pela.html:
Confesso que em toda a minha vida empresarial, em contatos comerciais que mantive com grande veículos de comunicação no país, eu nunca tinha visto isso... Estávamos pagando( e caro!) pelo anúncio acima!!!Ora, a responsabilidade pelo teor do anúncio sob todos os pontos de vista seria nossa, ou seja, de quem assinou a peça publicitária.Eles não tinham por que temer, á não ser uma retaliação do Governo Federal (diretamente interessado no assunto) em não fazer mais publicidade naquele jornal...O anúncio não saiu e nem vai sair por puro "boicote". Censura a liberdade de expressão, mesmo!O "peso" da mídia pró-pesquisas se concentra de forma altamente articulada não apenas em BSB, mas em todo o eixo SP-RIO.A manipulação é clara. Batsa ver as matérias que a Revista VEJA e a Globo tem publicado sobre o assunto nos últimos meses.Não tivemos a mínimo chance de mostrar nosso argumentos, NEM PAGANDO...
Luís Eduardo acrescenta que a diretoria do jornal "colocou um monte de
dificuldades". Chegaram inclusive a aumentar, absurdamente o preço inicial
já acordado (de R$ 37.000,00) para mais de R$ 100.000,00.
A seguir, a matéria que causou tanto medo ao jornal e às suas idéias:

Roma, 29 de maio de 2008.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
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