
Presidente Bush em defesa da vida
(no
30º aniversário da sentença que delclarou o aborto
legal nos EUA, o presidente Bush dá uma palavra de esperança)
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Na terça-feira à noite (21/03/2003), véspera da "Marcha pela Vida", milhares de pessoas reunidas para a "Missa pela Vida" no Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington (Fonte: CNN). |
Na quarta-feira (22/03/2003), uma multidão reunida na Esplanada de Washington para a "Marcha pela Vida", ouve o discurso do presidente Bush por telefone, de St. Louis, Missouri (Fonte: CNN). |
O dia 22 de janeiro de 2003 marcou o 30º
aniversário da decisão judicial "Roe versus
Wade", que declarou legal o aborto em todo o território
estadunidense. Tradicionalmente, nessa data, uma multidão de
milhares de pessoas se reúne em Washington para a Marcha pela
Vida ("March for Life"). Enquanto o presidente
Clinton sempre se mostrou irredutivelmente favorável ao
aborto, tendo vetado por duas vezes a lei que proibiria o aborto por
nascimento parcial ("partial birth abortion"), Bush
é uma esperança para a causa pró-vida.
Comprometeu-se a sancionar a proibição do aborto por
nascimento parcial, tão logo a lei seja aprovada pelo
Congresso. Opõe-se a todo e qualquer tipo de clonagem humana.
Promoveu em nível nacional um programa de abstinência
sexual e cortou o financiamento a organizações que
praticam aborto no exterior. É contrário à lei
do Estado de Oregon, que permite o suicídio assistido. Seu
desejo é que todos os seres humanos, nascidos ou por nascer,
tenham direito à vida. A menção à
"cultura da vida" faz lembrar o Santo Padre João
Paulo II.
Eis a íntegra do discurso do presidente Bush aos
participantes da Marcha pela Vida:
CASA
BRANCA
MENSAGEM DO PRESIDENTE À DA MARCHA PELA VIDA 2003
NA
ESPLANADA DE WASHINGTON
VIA TELEFONE, DE ST. LOUIS,
MISSOURI
(http://www.whitehouse.gov/news/releases/2003/01/20030122-3.html)
22 de Janeiro de 2003.
11h 05min
O PRESIDENTE: Bem, obrigado, Nellie. Desejo agradecer-lhe muito por ter-me incluído na celebração da vida. Quero agradecer à boa gente aí na Esplanada hoje. Estou falando de St. Louis, Missouri. Eu sei que há alguns de Missouri aí e, como muitos outros, vocês fizeram grandes sacrifícios para vir a Washington hoje. Muitos de vocês viajaram de ônibus a noite inteira e sei que estão enfrentando o frio. Admiro a perseverança de vocês e admiro a devoção de vocês à causa da vida.
Vocês todos estão reunidos hoje na Esplanada Nacional, que não está longe do monumento a Thomas Jefferson que, como vocês sabem, é autor de nossa Declaração de Independência. E a Marcha pela Vida defende a auto-evidente verdade dessa Declaração – que todos são criados iguais, dotados de inalienáveis direitos à vida, à liberdade e à busca de felicidade. E esse princípio a América precisa defender em cada lugar e em cada geração.
Em nossa época, o respeito pelo direito à vida chama-nos a defender as pessoas doentes, moribundas, com incapacidades e deficiências de nascença, e todos os que são fracos e vulneráveis. E essa verdade auto-evidente chama-nos a valorizar e proteger as vidas das inocentes crianças por nascer. (Aplausos.)
Vocês e eu compartilhamos o compromisso de construir uma cultura da vida na América, e estamos fazendo progressos. Como presidente, assinei o Ato de Proteção aos Bebês Nascidos Vivos, opus-me à destruição de embriões para pesquisas com células estaminais e recusei gastar dinheiro dos contribuintes em programas internacionais que promovam aborto no exterior. (Aplausos).
MS. GRAY: Obrigada.
O PRESIDENTE: Minha administração está desafiando a lei de Oregon que permite o suicídio assistido por médico. (Aplausos.)
MS. GRAY: Obrigada.
O PRESIDENTE: Apoiamos os programas de educação em abstinência e de gravidez em crise, e as leis de notificação parental. Oferecemos alternativas compassivas ao aborto promovendo a adoção e estendendo a cobertura dos cuidados de saúde do Estado às crianças não nascidas.
Minha esperança é que o Congresso dos Estados Unidos aprove este ano o projeto que proíbe o aborto por nascimento parcial, o qual eu assinarei. (Aplausos). O aborto por nascimento parcial é um procedimento horrendo que ofende a dignidade humana. Também desejo que o Congresso proíba toda clonagem humana. Não podemos criar a vida para destruir a vida. Seres humanos não são material de pesquisa para serem usados em experimentos cruéis e imprudentes (Aplausos.). Por 30 anos, a Marcha pela Vida tem sido sustentada pela constante oração e pela firme esperança de que um dia toda criança nascerá em uma família que ame aquela criança e em uma nação que proteja aquela criança. E quando aquele dia chegar, vocês terão a gratidão de milhões – especialmente daqueles que conhecerem o dom da vida porque vocês se importaram e mantiveram a fé. Possa Deus abençoar a todos vocês e continuar a abençoar a América.
MS. GRAY: Obrigada, Senhor Presidente.
(FIM 12h 08min)
Comentário: por que uma notícia tão importante como essa foi ignorada pela imprensa brasileira?
Anápolis, 26 de janeiro de 2003
Pe. Luiz
Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis