Logotipo do Pr&ocacute;-Vida de Anápolis

Bendito fruto

"O preço por ter um filho de um estupro é altíssimo. Mas o preço da consciência pesada é muito maior"
(Maria Aparecida, 48 anos, vítima de estupro)

A idéia de que o aborto auxilia o sofrimento da mulher estuprada é falsa, assim como é falso que o filho de um estupro seja alguém condenado à infelicidade. Das mulheres vítimas de estupro que engravidaram e deram à luz, e que tive oportunidade de entrevistar, nenhuma se arrepende de não ter abortado, todas são unânimes em dizer que estariam morrendo de remorsos se tivessem matado o filho, e todas nutrem pela criança uma afeição especial.

O testemunho que apresento hoje é de uma jovem de 23 anos, empregada doméstica com 2º grau incompleto, moradora do Bairro Jardim Progresso, em Anápolis, Goiás. Seu nome é Cíntia Aparecida Flávio. Tem um filho de três anos, chamado Rafael Francisco Flávio. Ela aceitou o convite de comparecer no programa "Em defesa da vida", transmitido pela Rádio Voz do Coração Imaculado, no dia 21/11/97.

Rafael, porém, não é filho de um estupro. Aliás, Cíntia nunca foi estuprada. Sua história é outra. A mãe de Cíntia, D. Carlinda José da Silva Flávio, é que foi violentada quando tinha 20 anos de idade. Quatro meses depois, descobriu que estava grávida. O "bendito fruto" desta violência foi Cíntia. A seguir, alguns trechos da entrevista:

Anápolis, 23 de novembro de 1997

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz