Apelo ardente do Bispo Emérito de Anápolis
(a angústia de quem vê para onde caminha o Brasil)
Anápolis,
11 de agosto de 2010
Caros
irmãos no Episcopado,
Suportem-me, que o menor dos irmãos lhes possa dirigir uma palavrinha
amiga, mas angustiada de quem se prepara, temeroso, para partir.
Pelo amor de Deus! Estamos diante de uma situação humanamente irreversível.
A América Latina, outrora “Continente da Esperança”, como a saudava João
Paulo II, hoje mergulha na ante-câmara do terrorismo vermelho, aliás, como
prenunciava aos pastorinhos de Fátima a Senhora do Rosário.
Podem parecer, a essa altura, resquícios de uma idade de trevas, mas tudo
acontece como se ouviu em dezembro de 1917 (“a Rússia comunista espalhará
seus erros pelo mundo, com perseguições à Igreja, etc.”). Assusta-me a
corrupção dentro da Igreja, o desmantelamento dos seminários, a maçonização
de Cúrias e Movimentos.
Horroriza-me a frieza com que olhamos tal estado de coisas. Somos pastores
ou cães voltados contra as ovelhas? Somos ou não, alem disso, cúmplices de
uma política atéia empenhada em apagar os últimos traços da nossa vida cristã?
Perdoem-me, mas não poderia deixar de falar, sem me sentir infiel à
minha consciência e à minha Igreja.
Parabéns a Dom Luiz Gonzaga Bergonzini e a Dom Henrique Soares da Costa.
In Xto et Matre,
Dom
Manoel Pestana Filho
Bispo
Emérito de Anápolis
